quinta-feira, 21 de maio de 2026

Primeira turma de residência em Odontologia Hospitalar para pacientes com necessidades especiais se forma na FOA/UNESP

Residência tem ênfase no atendimento a pacientes com necessidades especiais

Por: Diretoria

A Faculdade de Odontologia de Araçatuba (FOA), realizou, no dia 24 de fevereiro de 2026, a cerimônia de conclusão da primeira turma da Residência em Odontologia Hospitalar com ênfase no atendimento a pacientes com necessidades especiais. O evento ocorreu na Sala da Congregação e reuniu docentes, gestores, familiares e convidados.

A solenidade foi presidida pelo diretor da FOA, professor Alberto Carlos Botazzo Delbem, acompanhado pelo vice-diretor, professor Luciano Tavares Angelo Cintra; pela coordenadora do programa de residência, professora Letícia Helena Theodoro; e pela supervisora do Centro de Assistência Odontológica à Pessoa com Deficiência (CAOE), professora Daniela Atili Brandini.

Durante a cerimônia, a cirurgiã-dentista Mariana Takatu Marques representou os formandos como oradora da turma, destacando a importância da formação especializada e os desafios enfrentados ao longo do programa. Em seguida, fizeram uso da palavra a supervisora do CAOE, a coordenadora da residência e o vice-diretor da unidade, ressaltando o caráter inovador do programa e sua relevância para a formação de profissionais capacitados no atendimento hospitalar odontológico.

Nesta turma, as residentes Ana Lívia Assonuma, Bruna Stefani da Costa e Silva e Mariana Takatu Marques, receberam o certificado, simbolizando a conclusão de uma etapa pioneira na instituição.

A criação da residência representa um avanço significativo na integração entre ensino, pesquisa e assistência, fortalecendo o papel da universidade pública na formação de profissionais qualificados e no atendimento à população, especialmente em áreas de maior vulnerabilidade.

Fonte: https://www.foa.unesp.br/#!/noticias/v/id::208/primeira-turma-de-residencia-em-odontologia-hospitalar-para-pacientes-com-necessidades-especiais-se-forma-na-foaunesp

Ciência que Salva: FOA-UNESP oferece treinamento em Anatomia para socorristas civis e comunidade

Parceria com o Corpo de Bombeiros de Birigui leva conhecimento para público de diversas profissões e idades, evento contou com a presença da Sra. Prefeita de Birigui, Samanta Borini


Por: Gabriel Mulinari dos Santos
11/05/2026 

O Laboratório de Anatomia da Faculdade de Odontologia de Araçatuba sediou, nesta semana, um evento que exemplifica o impacto da universidade pública e seu compromisso com a sociedade. O curso de extensão "Anatomia Aplicada ao Treinamento de Pronto Socorrismo", cadastrado na Pró-Reitoria de Extensão Universitária e Cultura - PROEC, ofereceu treinamento prático para 27 participantes do curso de salvamento do Corpo de Bombeiros de Birigui.

O projeto, coordenado pela Disciplina de Anatomia do Departamento de Ciências Básicas, transformou o conhecimento acadêmico em ferramenta de sobrevivência. Por meio do estudo em peças anatômicas reais, os participantes puderam compreender a localização precisa de órgãos e estruturas vitais necessárias para a execução de manobras de urgência e emergência.

Educação para a Vida: Da Graduação à Sociedade Civil

O perfil dos participantes revelou o alcance democrático da iniciativa. O curso reuniu desde jovens de 18 anos até adultos de 47 anos, abrangendo profissionais de áreas distintas como vigilantes, operadores de máquinas, fisioterapeuta, motoristas de ambulância e estudantes de diversas áreas.

A Sra. Prefeita de Birigui, Samanta Borini, acompanhou as atividades de perto, destacando a importância da FOA-UNESP como parceira estratégica ao município e região. A integração entre o poder executivo, a corporação militar e a universidade pública reforçam o compromisso com a capacitação de quem atua na linha de frente do atendimento à comunidade.

Vozes da Experiência: Integração entre Universidade e Comunidade

Para os alunos da UNESP, a atividade demonstra o papel social da instituição. Luy de Abreu Costa, ex-aluno de doutorado, destaca que a relevância vai além do ensino: "A importância está na consolidação e disseminação da Universidade na comunidade. Às vezes, muitos participantes desconhecem que a Faculdade está aberta para eles". No mesmo sentido, a graduanda em Odontologia, Lais Namie Nagatani ressalta o benefício mútuo: "Acredito que seja uma atividade que beneficie ambas as partes, consolidando conhecimento de forma que possa ser usada para ajudar o próximo".

O impacto foi sentido diretamente pelos participantes do curso. Para Camilly Victoria Generoso de Oliveira, vendedora de 23 anos, a imersão foi transformadora: "Foi uma experiência única. Ver peças humanas reais, fez entender de verdade como o corpo humano funciona". Natanael Oliveira da Silva, atendente de telecomunicações de 25 anos, reforça a necessidade da continuidade: "É importante manter esse treinamento prático, pois nos auxilia em futuras ocorrências". Já o corretor de imóveis Luciano Guiare, de 47 anos, resume a parceria: "Uma união de conhecimentos e práticas com um só objetivo: salvar vidas".

Resultados Positivos

Os dados coletados pela coordenação comprovam um salto significativo na autoconfiança e no aprendizado dos participantes:

  • Confiança no Salvamento: Antes da instrução, a facilidade em localizar estruturas vitais em uma vítima era em torno de 3 pontos (escala de 1 a 5). Após o curso, esse índice saltou para aproximadamente 4.5 pontos (escala de 1 a 5).

  • Diferencial das Peças Reais: A utilidade das peças cadavéricas para a prática de pronto socorrismo foi o ponto alto, recebendo a nota máxima por mais de 95% dos participantes.

  • Excelência no Ensino: O domínio de conteúdo demonstrado pelos alunos de graduação e pós-graduação da FOA foi avaliado positivamente por quase 80% dos participantes com nota máxima, confirmando o resultado positivo da prática de ensino.

Equipe do curso:

A equipe responsável pela execução do curso de extensão foi composta pelos docentes: Gabriel Mulinari dos Santos, Paulo Roberto Botacin e Roberta Okamoto; pelos alunos do programa de pós-graduação em Odontologia: Bruna Kaori Namba Inoue, Felipe de Souza Duarte, Gabriela Morais Julião, Isadora Breseghello, Laura Gabriela Macedo, Luy de Abreu Costa, Nathália Dantas Duarte e Tatiany Aparecida de Castro; pelos alunos de graduação: Gustavo Baldoino Guerra, Lais Namie Nagatani de Carvalho Leitão, Leticia Macedo Costa e Marcelly Braga Gomes; e pelo servidor técnico-administrativo Arnaldo Cesar dos Santos.

 




Fonte: https://www.foa.unesp.br/#!/noticias/v/id::207/ciencia-que-salva-foa-unesp-oferece-treinamento-em-anatomia-para-socorristas-civis-e-comunidade

sexta-feira, 10 de abril de 2026

Aluna da Unesp recebe bolsa internacional para estudo que visa contribuir com o bem-estar de pessoas com osteoporose

Perda da densidade dos ossos pode inviabilizar implantes dentários que melhoram a qualidade de vida desses pacientes. Com o recurso financeiro, doutoranda Nathália Dantas Duarte vai analisar a aplicação de diferentes biomoléculas para a regeneração óssea.


São diversos os motivos que podem levar uma pessoa a necessitar de um implante dentário, desde acidentes até problemas relacionados ao avanço da idade. O uso de próteses não é uma escolha puramente estética, mas sim um tratamento que devolve ao paciente a capacidade de mastigar e até mesmo falar com clareza – melhorando, como consequência, a autoestima. 

Contudo, a quantidade e a qualidade óssea são determinantes para a estabilidade e o sucesso dos implantes dentários no longo prazo. Em situações em que a quantidade óssea é insuficiente, procedimentos reconstrutivos são fundamentais para criar um ambiente favorável à terapia com implantes. Nesses casos, o uso de biomateriais costuma apresentar um desempenho satisfatório, mas mesmo assim o reparo dos ossos em indivíduos com osteoporose pode ficar comprometido por um desequilíbrio na renovação óssea e por alterações na atividade celular, o que costuma limitar a resposta regenerativa deste paciente.

Pensando em mitigar esse empecilho, pesquisadores da Faculdade de Odontologia da Unesp (FOA), câmpus de Araçatuba, estão trabalhando em um biomaterial que deve acelerar a recuperação óssea, facilitando a aplicação de próteses nos consultórios odontológicos. O estudo está sendo conduzido por Nathália Dantas Duarte, doutoranda da área de implantodontia do Programa de Pós-Graduação em Odontologia (PPGO) da Unesp. Em março de 2026, a pesquisadora teve seu projeto contemplado pela Osseointegration Foundation, nos Estados Unidos, como a melhor proposta de pesquisa na categoria Ciências Básicas, recebendo uma bolsa de US$ 50 mil para seguir com o estudo.

Duarte trabalha com o tema desde o seu mestrado, e teve a oportunidade de realizar um doutorado sanduíche na Ohio State University, nos Estados Unidos, colaborando no grupo de pesquisa dos professores Brian L. Foster, da Universidade de Ohio, e Paulo Noronha Lisboa-Filho, da Faculdade de Ciências da Unesp (FC), câmpus de Bauru, atualmente em Ohio. A cientista é orientada por Roberta Okamoto, professora titular e coordenadora do Laboratório para Estudo de Tecidos Mineralizados da FOA, e seu estudo é financiado pela Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo). 

O encontro anual da Academia Americana de Osseointegração (AO) permite aos pesquisadores inscreverem seus trabalhos em diversas categorias. Para a edição de 2026, Duarte havia se inscrito inicialmente apenas na categoria Student Travel Grant, a qual também foi contemplada. Com isso, ela pôde apresentar os resultados do seu mestrado durante a conferência realizada em Washington, DC, entre 5 e 7 de março. 

Após contar que havia sido contemplada entre os estudantes, a jovem foi incentivada pelos professores a se candidatar também na categoria Basic Science Research Grant com o seu projeto atual de doutorado. Duarte concorreu com cientistas do mundo inteiro, e garantiu o primeiro lugar do pódio ao Brasil, colocando o país como destaque em estudos sobre a temática. 

A resposta sobre a categoria Basic Science Research Grant veio por e-mail, no dia 11 de março, com instruções e prazos para a evolução da tese. Em 2027, a doutoranda deve participar de outra edição do encontro anual da entidade, em San Diego, na Califórnia, para apresentar os resultados obtidos durante o estudo.

Nathália Dantas Duarte e a professora Roberta Okamoto durante encontro anual da Academia Americana de Osseointegração, em Washington, DC. (Crédito: Arquivo pessoal)

Testando compostos para o fortalecimento ósseo

Durante o mestrado, Nathália Dantas Duarte testou um composto bioativo oriundo da soja, chamado genisteína, incorporado a três substitutos ósseos. A genisteína foi escolhida por integrar o grupo dos flavonoides – compostos bioativos encontrados em algumas frutas cujos principais propriedades são anti-inflamatórias e antioxidantes. No estudo, em específico, os cientistas estão analisando também o potencial osteogênico, ou seja, de recuperação óssea, desses flavonoides. 

“Obtivemos bons resultados com o composto quando testado em defeitos confeccionados ao redor dos implantes dentários”, explica Duarte sobre a dissertação. “E então resolvemos aprofundar os estudos da genisteína no doutorado, também incorporada a um biomaterial”.

O biomaterial aplicado no doutorado tem origem sintética e é produzido pela empresa italiana BTK Dental. Duarte conheceu o gerente científico da companhia, Luca Canton, durante uma conferência em Berlim, na Alemanha. A pesquisadora estava apresentando o seu projeto de mestrado quando foi interceptada pelo pesquisador, que demonstrou interesse pelo trabalho e doou ao laboratório da Unesp o biomaterial rigenera

No mestrado, Duarte testou o produto em ratos fêmeas com osteopenia – uma perda gradual de densidade mineral óssea, porém mais leve que a osteoporose. Agora, ele será aplicado na parte superior do crânio de ratos fêmeas osteoporóticas, analisando os efeitos do biomaterial nesta doença metabólica crônica. 

Além da genisteína, também está sendo aplicado no projeto outra biomolécula flavonoide chamada naringenina, oriunda da fruta toranja. Segundo Duarte, o objetivo do estudo é desenvolver um produto específico para pacientes com osteoporose que precisam de tratamento reabilitador com implantes dentários. “Esse grupo apresenta uma qualidade óssea desfavorável quando comparado a pacientes saudáveis. Precisamos de um estímulo biológico extra para atingir um leito ósseo adequado para a instalação desse implante, e hoje no mercado não existe nenhum biomaterial específico para essa população”, diz a cientista. 

A escolha por ratos fêmeas não é aleatória. As mulheres são mais suscetíveis a desenvolverem osteoporose após a menopausa devido à queda do estrogênio, hormônio que protege os ossos. Por conta disso, a cientista acredita que pessoas do sexo biológico feminino serão as principais beneficiadas pelo estudo. 

A professora Roberta Okamoto destaca a metodologia aplicada no doutorado, com o uso de roedores osteoporóticos ao invés de ratos com osteopenia. Com essa mudança, os cientistas poderão olhar para um leito atrófico, já bastante prejudicado, em que é necessário uma regeneração óssea intensa, mas que não ocorre de forma natural. “Nesse caso, quando a gente coloca o material e conclui que houve formação óssea, sabemos que é devido ao material que estamos trabalhando e aplicando”, exemplifica Okamoto.

Incorporando conhecimento de outras unidades da Unesp

O estudo também se diferencia pela aplicação de uma técnica denominada sonoquímica, que já era aplicada no laboratório do físico Paulo Noronha Lisboa-Filho, coordenador do Coordenador do Grupo de Física Aplicada à Medicina e a Nanotecnologia, no câmpus da Unesp em Bauru, e que foi incorporada à pesquisa realizada em Araçatuba. Para explicar o processo, Duarte compara o procedimento ao trabalho de um mixer de milkshake.

“O equipamento é inserido em um becker com o biomaterial sólido e água. Então, ele dispara ondas ultrassônicas para homogeneizar o composto ao biomaterial. Como isso é feito em meio aquoso, a gente precisa levar essa solução a uma estufa a 60ºC, até a água evaporar por completo e termos o biomaterial com a molécula incorporada na superfície.”

A homogeneização do produto parece contribuir na melhora das propriedades físico-químicas do material, facilitando a sua dosagem e aplicação. 

As pesquisadores ressaltam que o estudo é ainda bastante inicial, mas o aporte da Osseointegration Foundation deve auxiliar seu desenvolvimento e, quem sabe, futuros ensaios clínicos para a aprovação em uso humano. Okamoto está otimista com esse desfecho em virtude dos bons resultados obtidos até aqui e do uso de materiais naturais combinados a compostos já aprovados no mercado. Ainda assim, destaca a docente, ainda não é possível estimar um tempo para a obtenção do produto final.

Imagem acima: pesquisadora Nathália Duarte Dantas apresenta os resultados do seu mestrado durante encontro anual da Academia Americana de Osseointegração (AO), em Washington, DC. (Crédito: Arquivo pessoal)




08/04/2026, 19h13  Atualizado em: 08/04/2026, 19h13

quinta-feira, 9 de abril de 2026

Treino Feminino de Defesa Pessoal reúne alunas, servidoras, familiares e convidadas


O Núcleo de Movimento, Inclusão e Saúde - NUMIS da Faculdade de Odontologia de Araçatuba promoveu no dia 28 de março de 2026 o Treino Feminino de Defesa Pessoal, reunindo alunas, servidoras, familiares e convidadas.

A atividade contou com a colaboração da Zenith Araçatuba - Escola de Jiu-Jitsu e foi ministrada pelo servidor Marco Antônio Moraes Borges, vinculado ao Departamento de Materiais Odontológicos e Prótese da FOA.

Com o objetivo de apresentar técnicas básicas de proteção e incentivar a autoconfiança, as participantes aprenderam movimentos práticos de defesa, além de estratégias de prevenção para lidar com situações de vulnerabilidade.

A iniciativa reforça o papel da Faculdade na promoção de ações que contribuem para o bem-estar, o movimento, inclusão e saúde na comunidade.

Confira!

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